Saiba escolher e pagar menos juros nos empréstimos de acordo com a sua necessidade

Às vezes é preciso fazer um empréstimo, desde que seja de forma consciente! Os especialistas concordam nisso

Como escolher o melhor crédito para si

Saber cuidar das dívidas faz parte da vida financeira de muitas pessoas, porém a pessoa só deve ficar devendo dinheiro se tiver um propósito para isso. Conforme Carol Sandler, a qual é educadora financeira e criadora do canal Finanças Femininas, às vezes um empréstimo é necessário, desde que seja de forma consciente. Já para Benjamin Gleason, que é fundador do Guiabolso, o crédito permite antecipar um tipo de consumo:
– Tem momentos que vale a pena e faz sentido como na aquisição de um bem, como uma casa, por exemplo. Mas tenha conhecimento de quanto você realmente vai estar pagando!

A urgência também pode fazer necessária a tomada de crédito, como exemplo, você precisa comprar uma nova geladeira. Se você não conseguir desconto na loja, não dá pode esperar meses para juntar dinheiro, então parcelar é necessário.

A chave é sempre buscar o tipo mais adequado de empréstimo para a sua dívida. O mercado oferece muitas opções, por isso é preciso pesquisar os melhores juros e prazos.

Paulo Marchetti, o qual é CEO da ComparaOnline no Brasil, diz:
– Os brasileiros precisam começar a criar o hábito de pesquisar e procurar pelas melhores condições. Algumas pessoas usam o cheque especial ou o rotativo do cartão de crédito, por exemplo, para salvar as contas extrapoladas no final do mês, mas não percebem o quanto isso pode ser prejudicial para as contas a longo prazo. Mas são grandes ciladas, já que as taxas de juros são altíssimas.

Vale lembrar que empréstimos possibilitam a realização de sonhos ou quitação dívidas de maneira rápida – sem a necessidade economizar e sem ter dinheiro em mãos -, mas são produtos oferecidos pelas credoras e, como produto, quem o vende espera o lucro.

Existem 4 modalidades principais de empréstimos no mercado brasileiro: pessoal, consignado, cheque especial e rotativo. Cada um deles apresenta suas características e, claro, os respectivos juros.

  1. Empréstimo pessoal
  2. O empréstimo pessoal pode ser uma boa saída para as dívidas planejadas, segundo Sandler. “Para um custo como casamento, por exemplo, pode fazer sentido usar. Mas é uma modalidade menos popular. Optamos pela praticidade e facilidade de parcelamento no cartão ou cheque especial sem comparar os juros”, analisa. “Entre esses, o pessoal compensa bem mais – embora ainda tenha juros altos, principalmente em bancos”, afirma.

    Segundo o Banco Central, os juros para empréstimo pessoal podem chegar a mais de 20% ao ano em bancos. Qualquer um pode tentar um empréstimo pessoal, mas o banco faz uma análise de crédito do cliente antes de concedê-lo (ou seja, vê se ele tem potencial de pagar a dívida que está tomando).

    Nesse caso fica o alerta de que é preciso ter estar com o planejamento financeiro em dia para não se envolver em mais dívidas.

  3. Crédito consignado
  4. A modalidade de crédito consignado tem as menores taxas de juros do mercado – a taxa mais alta chega a 3,5% ao mês. Originalmente, apenas algumas pessoas são elegíveis para solicitar, incluindo aposentados e pensionistas (beneficiários INSS), servidores públicos (Federal, Estadual e Municipal), militares das Forças Armadas e trabalhadores com carteira assinada.

    Essa modalidade dá a sensação de que o impacto no bolso não é tão grande, porque o dinheiro é descontado direto da folha de pagamento. No entanto, quando se avalia o custo final, os juros também são consideráveis. Por exemplo, no caso de idosos os juros são deduzidos direto da aposentadoria – a renda já chega menor.

    Outro aspecto de atenção é a frequência com que esse crédito é usado como isca para golpes, geralmente deferidos em pessoas mais velhas.

    Também há plataformas novas, como a Creditas, que oferecem o consignado ao público em geral via parcerias com bancos. O juro pode ser mais alto que a média da categoria, mas a fintech democratiza o acesso à modalidade mais barata do mercado.

  5. Cheque especial
  6. O cheque especial, por sua vez, é o mais grave, segundo Gleason. Com juros que podem alcançar 500% ao ano, essa modalidade realmente pode destruir uma vida financeira. “Esse é bom evitar sempre – se tem poupança, qualquer tipo de investimento ou reserva, utilize, mas não use o cheque especial”, afirma o executivo. Na prática, é um limite de crédito pré-aprovado pelo banco, que cobre o saldo negativo da sua conta.

    “O problema é que é um dinheiro fácil e prático de usar e geralmente as pessoas agem sob impulso e só pensam no prejuízo depois”, diz Sandler. “Se você usa de forma consciente e depois de dois, três dias o salário cai e consegue pagar a dívida não é um problema – mas não costuma ser assim”, pondera.

    Ela explica, que essa categoria não parte de análise de crédito e já está vinculada à sua conta corrente, vira uma extensão da sua própria renda se você não tem controle e planejamento financeiro. O banco faz uma análise de perfil para liberar um limite maior ou menor do cheque especial.

  7. Crédito Rotativo
  8. Por último, o crédito rotativo, que é oferecido ao consumidor quando ele não faz o pagamento total da fatura do cartão de crédito, também pode ser uma grande armadilha. “Eu costumo dizer que cartão de crédito é útil, mas se você não sabe usar, pode virar uma arma. Os juros também são altos e se a pessoa não é organizada, pode acabar com a vida financeira em dívidas desse tipo”, afirma Sandler.

    O cartão de crédito é um vilão porque não exige que o consumidor tenha o dinheiro em mãos – e pode fazer com que a pessoa compre sem ter a certeza de que pode arcar com os custos.

    Você deve usar para dívidas planejadas Para realizar um sonho, como organizar o casamento, comprar o carro ou casa própria, e até mesmo fazer um intercâmbio.
    Esse modelo, é muito solicitado para ajudar na organização financeira familiar, visto que as taxas de juros são mais baixas e as pessoas elegíveis em grande maioria possuem renda estável.

    Esse tipo de empréstimo tem juros muito altos e entrar no cheque especial pode ser uma grande armadilha.

    O ideal é usar apenas em casos emergenciais, em que conseguirá quitá-lo em um curto prazo.

    Se você não conseguir pagar a fatura cheia do cartão de crédito vai precisar do rotativo.

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Até mais.

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