Previdência Social e Previdência Privada

E aí, afinal de contas, Previdência Privada vale a pena? Este é um velho dilema que voltou a tona com a reforma escravagista da Previdência Social que entrou em pauta recentemente.

Confira abaixo, algumas perguntas, opiniões e respostas:

1)
Previdência social: Bom investimento?

Pessoal, sou iniciante no mundo do dinheiro e tenho esta dúvida cruel.

Escuto todos os dias pessoas comentarem que a previdência está quebrada. Estou terminando meu curso de engenharia e tenho ganhado algum dinheiro como autônomo.

Então gostaria de saber: Compensa pagar a previdência social como autônomo? Piso ou teto? Como começar a contribuir?

Se alguém souber me responder, ou pelo menos nortear ficaria muito grato!

Abraços!

previdencia-social-x-previdencia-privada

2)
Então, minha opinião é estritamente pessoal.
Pelo que eu já pesquisei em alguns bancos, sites, revistas, etc…., eu acho inviável, exceto se a empresa a qual trabalharmos pagar uma parte da previdência privada, pelo menos uns 50%, fora isto, o IR torna este investimento inviável.
Eu prefiro a poupança à previdência privada PGBL (pode abater do IR, mas toma bocada maior do Leão no resgate) ou VBGL ( o contrário da PGBL).

Eu até conheço gente que gosta, mas eu não recomendo, exceto na condição que falei acima.

Boa sorte e sucesso na sua decisão.

3)
INSS = Isso Não Será Suficiente!!

4)
Pois é… Há alguns anos decidi parar de contribuir para o INSS. Não acho que seja financeiramente um bom negócio. Se aplicares mensalmente o valor da contribuição, acabas tua vida profissional com muito mais dinheiro para a aposentaoria (tem que ter disciplina).
O poblema disso tudo é que se trata de uma prática ilegal. Todos TÊM QUE contribuir com o INSS. É lei. Mesmo como autônomo, deves pagar sobre o que ganhas.
Algumas pessoas contribuem sobre um salário mínio, mesmo ganhando bem mais que isso… tb é errado, mas ao menos elas constam como contribuintes e fica mais difícil de punir.
Concordo que os planos de previdênca privada não são tão bons como vendem os gerentes de banco. O IR e as taxas de adm acabam comedo boa parte do seu capital. Eu prefiro aplicar a grana da aposentadoria no Tesouro Direto. Super seguro, com boa rentabilidade no LP.

5)
Vejo que sua pergunta é sobre PREVIDÊNCIA SOCIAL e não sobre PREVIDÊNCIA PRIVADA, como outros colegas responderam. Desta forma, não tecerei minha opinião sobre esta, mas SOMENTE quanto a primeira.

Infelizmente, muitas pessoas confundem a PREVIDÊNCIA SOCIAL com APOSENTADORIA, esquecendo que, basicamente, a mesma se constitui em um SEGURO: além da aposentadoria, temos o auxílio-doença e a pensão por morte (apenas para citar alguns). Neste último caso, os depedentes nem sempre tem condições de gerir “algum” patrimônio deixado pelo “de cujus”, sendo a “mais vantajosa” opção que o indivíduo pode ter tido em vida.

E se, após seis meses de “poupança”, você vier a ficar inválido? Você terá direito à aposentadoria por INVALIDEZ. Talvez não seja lá essas coisas, mas é melhor do que ter o dinheiro investido em outra coisa (principalmente se for “pouco” capital).

Para começar a contribuir, faça sua inscrição (se não for inscrito no PIS/PASEP) e preencha a GPS e faça o pagamento na rede bancária. Se preferir, procure uma Agência do INSS.

Sei que os “benefícios” são “relativamente” magros, mas não deixa de ser um ótimo “seguro” para quem não tem “muito” para investir.

É isso aí.

6) Links para estudos:

– Previdência privada: PGBL e VGBL

– INSS e previdência privada: “não posso ter ambos, o que devo fazer?”

– Coluna do Mauro Halfeld na revista Época

Sou dentista, tenho 29 anos e faço contribuições mensais para a previdência privada de R$ 350. Não contribuo para a previdência social, pois tenho medo de perder dinheiro com o rombo e as falcatruas que todos estamos cansados de ver. Devo continuar somente com a previdência privada, sem contribuir para o INSS, ou devo me ajustar um pouco mais e pagar também a previdência social? – Tiago

Não existe ainda um plano mais completo para proteger o cidadão brasileiro do que o INSS. No total, são 11 benefícios. Vou citar só três: 1. auxílio-acidente: em caso de acidente, o trabalhador tem o direito de afastamento e recebe normalmente seu salário; 2. pensão por morte: quando o contribuinte morre, a família tem direito de receber o benefício do INSS, não importando o tempo de contribuição; 3. auxílio-doença: o trabalhador tem o direito de se ausentar do serviço por até 15 dias consecutivos, bastando comprovar seu estado por meio de uma perícia médica. Nenhum plano de previdência privada oferece essas coberturas. Quem desejar uma renda de aposentadoria superior a R$ 3.219, que é o teto do INSS, aí sim vai precisar de uma previdência complementar privada. Imagino que esse seja seu caso. Aperte os cintos e faça duas contribuições.

7)
minha opiniao…

contribua com o minimo… e va investindo o restante de outra forma… como em uma carteira absolutamente defensiva (com foco em dividendos) , tesouro direto, e futuramente talvez em imoveis…

cito o exemplo de minha mae, aposentou-se com quase dez salarios minimos, hoje recebe pouco mais de seis salarios minimos, daqui a dez anos, Deus sabe…

se dependesse so da aposentadoria estaria fadada a uma vida parca depois de contribuir por cinquenta anos praticamente sobre o teto… uma vergonha…

8)
Pessoal

Eu já tive uma pequena empresa (pra disfarçar a contratação por outra empresa) e hoje sou CLT, ou seja, tenho que pagar IR e INSS.

Pelo que verifiquei só vale a pena investir num PGBL se você for disciplinado o suficiente, poupar durante o ano, e fazer apenas um aporte no final do ano, pois nesta situação os redimentos de sua poupança abateriam as taxas (adm e carregamentos).

Por outro lado você poderia se beneficiar de uma melhor restituição de IR, mas neste caso ela deve ser integralmente aplicada (no PGBL ou em outros investimentos).

O que acontece é que sempre pagamos IR mas no PGBL como você o abate da sua base de calculo vai ter que pagar mais lá na frente. Se você o poupa pode se beneficiar do rendimento sobre ele!

Espero ter contribuido com a discussão!

9)
Boa noite.

Bom, vou dar minha contribuição.

1 – PREVIDÊNCIA SOCIAL

Sou servidor público estatutário, então participo de regime próprio de previdência. Mas se eu fosse autônomo pagaria a alíquota mínima do INSS, não pela previdência (aposentadoria) em si, mas pelo seguro (benefícios), tais como auxílio-doença, auxílio-acidente e aposentadoria por invalidez.

Esses benefícios são uma merreca. Mas pra autônomo acho melhor garantir uma merreca do que nada.

2 – PREVIDÊNCIA PRIVADA

Tenho um plano de previdência da modalidade PGBL há 3 anos. Meu interesse é exclusivamente obter restituição do IR. Escolhi um plano que investe até 30% em renda variável como forma de tentar aumentar o rendimento.

Escolhi o modelo regressivo de tributação e pretendo deixar o dinheiro parado no PGBL ao menos por 10 anos. Com isso o IR será de 10% sobre todo o valor investido (e não apenas sobre o rendimento).

Anualmente eu aporto o equivalente a 12% da minha renda bruta que é o máximo que pode ser abatido, e nesses 3 anos consegui restituição de cerca de 1/3 do valor aportado (ou seja, aproximadamente a cada 3 aportes anuais, 1 o governo me devolve em forma de restituição do IR). Esse valor restituído eu posso investir em algo que me proporcione rendimentos melhores (especialmente ações…).

Então, se por um lado serei tributado em 10% sobre o total investido, por outro lado estou recebendo anualmente 1/3 desse mesmo valor investido na forma de restituição do IR.

Confesso que não coloquei na ponta do lápis, mas salvo engano essa operação está sendo vantajosa pra mim.

3 – RESUMO

– penso que vale a pena autônomo pagar INSS na alíquota mínima pra ter acesso ao seguro que ele proporciona;

– penso que vale a pena aportar o limite máximo dedutível de previdência complementar (12% do rendimento bruto anual), desde que (i) o contribuinte utilize o modelo completo da declaração, (ii) o modelo de tributação seja o regressivo e (iii) o prazo de acumulação seja de pelo menos 10 anos.

Quase esqueci dois fatores importantes:

– deve-se pesquisar e negociar muito bem as taxas de administração e de carregamento; no meu plano atual a taxa de administração é de 1% a.a. e sou isento de taxa de carregamento;

– é possível portar planos de previdência complementar de uma instituição para outra sem perda dos benefícios que o regime de tributação oferece.

Abraço.

Para quem interessar em ler outras opiniões e ver outras sugestões de estudos, clique aqui.

Até mais.

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